A INCONCLUSÃO ONTOLÓGICA E O DIÁLOGO
Uma análise filosófica da antropologia freireana contra a educação bancária
Palabras clave:
Educação Bancária, Diálogo, Antropologia Educacional, Inconclusão, Paulo Freire.Resumen
Este artigo analisa os pressupostos ontológicos e antropológicos subjacentes à filosofia da educação de Paulo Freire, contrapondo-os à estrutura da chamada educação bancária. O problema central da investigação reside em compreender como a concepção de ser humano enquanto um ser essencialmente inacabado, inconcluso e consciente de sua inconclusão determina a exigência ética e política do diálogo na prática pedagógica contemporânea. O objetivo geral consiste em mapear a transição teórica entre a ontologia do inacabamento e a práxis dialógica como instrumento de emancipação. Metodologicamente, realiza-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, de tipo bibliográfica e de cunho estrito de revisão filosófica, fundamentando-se nas principais obras do autor e em comentadores da pedagogia crítica. Os resultados da discussão teórica revelam que a educação bancária opera uma coisificação do educando ao ignorar sua historicidade, transformando o ato educativo em mera transmissão mecânica e estática. Em contrapartida, conclui-se que o diálogo, sustentado por pilares como a humildade e a amorosidade, não constitui apenas uma técnica metodológica acessória, mas sim uma exigência existencial indispensável para a conscientização e para a transformação da realidade social. O estudo reafirma a atualidade do pensamento freireano face aos desafios éticos e políticos da educação básica atual.
Citas
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